Plano de Saúde

Saúde pública vs. privada no Brasil: entenda a verdadeira diferença

Escrito por RockContent

Desde a promulgação da Constituição de 1988, o Brasil aposta em um sistema híbrido de saúde. Nele, o sistema de saúde público — com atendimento gratuito e universal a todos os cidadãos — coexiste com o privado, que funciona a partir das diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).

De lá para cá, o que se viu foi o crescente esgotamento da saúde pública e o aumento na oferta de planos de saúde privada.

Qual é, no entanto, a verdadeira diferença entre esses dois sistemas? Neste post, explicaremos um pouco quais fatores atuam em cada um deles e como isso influencia no atendimento prestado aos cidadãos. Confira!

Desafios da saúde pública no Brasil

A lei que regulamenta o funcionamento do SUS — que engloba as áreas de saúde, previdência social e assistência social — determina que a saúde pública, no país, é dever do Estado e direito do cidadão.

Isso se traduz em um dos mais importantes princípios do sistema: a universalidade do atendimento, ou seja, a ideia de que todos os cidadãos brasileiros devem ter “acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência”.

Atualmente, contudo, o que vivemos é um esgotamento do sistema, que não possui os recursos financeiros e estruturais necessários para atender às demandas da população.

O investimento brasileiro no setor é pequeno — apenas 3,8% do PIB em 2014 —, enquanto outros países que também possuem sistema público de saúde, como França, Reino Unido e Canadá, investiram entre 7,4 e 8,9% do PIB no mesmo ano.

Outro motivo para a sobrecarga no orçamento do setor é o volume de tratamentos e medicamentos de alto custo, muitas vezes importados, fornecidos gratuitamente à população após processos judiciais.

Isso mais uma vez difere da experiência de outros países, como o Reino Unido, onde existe uma lista com o que o sistema deve ou não custear. Tudo o que estiver fora da relação não é garantido pelo governo.

Toda essa situação tende a se tornar mais grave a partir de 2018, quando começa a vigorar a PEC 55/2016, que restringe os gastos públicos nas áreas de saúde e educação.

Saúde privada: uma alternativa

A saúde privada foi regulamentada, no Brasil, a partir de 1998. De lá para cá, vem ocorrendo um grande crescimento do setor, que é dividido em dois subsetores: os serviços particulares autônomos e a saúde suplementar, caracterizada pela oferta de planos e seguros de saúde.

Atualmente, cerca de 25% da população brasileira tem cobertura de planos de saúde complementares, o que representa pouco menos de 50 milhões de beneficiários. Em relação aos planos odontológicos, o número é de aproximadamente 22 milhões de usuários.

Ainda que o setor também venha sofrendo nos últimos anos, principalmente por conta da crise financeira e do aumento nos índices de desemprego, os diferentes tipos de contratação, assim como a possibilidade de escolher entre tipos de cobertura, facilitam o acesso da população ao setor.

Os planos de saúde são, portanto, uma solução para os cidadãos que não querem depender unicamente da saúde pública. Mas a escolha por um deles deve ser cuidadosa, levando em consideração não apenas o bolso, mas também as necessidades atuais e futuras dos beneficiários.

A pesquisa rigorosa é essencial para um investimento acertado em saúde privada. Para ajudar na sua escolha, você pode contar com a consultoria de empresas especialistas na área, como a Trijam. Entre em contato conosco e aproveite para tirar todas as suas dúvidas com um de nossos consultores!

Sobre o autor

RockContent

Deixar comentário.